{"id":4820,"date":"2024-01-23T14:28:05","date_gmt":"2024-01-23T14:28:05","guid":{"rendered":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/sem-categoria\/connecting-the-dots-with-sylvia-kokunda\/"},"modified":"2025-09-04T16:32:43","modified_gmt":"2025-09-04T16:32:43","slug":"connecting-the-dots-with-sylvia-kokunda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/historias\/saude-cura-tradicional-pt-pt-5\/connecting-the-dots-with-sylvia-kokunda\/","title":{"rendered":"Connecting the Dots com Sylvia Kokunda"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"lazyload wp-image-787 size-full\" src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CtD_SylviaKokunda_PostCover.001.jpeg\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CtD_SylviaKokunda_PostCover.001.jpeg\" alt=\"CtD_SylviaKokunda_PostCover.001.jpeg\" width=\"1080\" height=\"503\" srcset=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%271080%27%20height%3D%27503%27%20viewBox%3D%270%200%201080%20503%27%3E%3Crect%20width%3D%271080%27%20height%3D%27503%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-srcset=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CtD_SylviaKokunda_PostCover.001-300x140.jpeg 300w, https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CtD_SylviaKokunda_PostCover.001-768x358.jpeg 768w, https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CtD_SylviaKokunda_PostCover.001-1024x477.jpeg 1024w, https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CtD_SylviaKokunda_PostCover.001.jpeg 1080w\" data-sizes=\"auto\" data-orig-sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/p>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"heading\">\n<h2>Uma conversa com a fundadora e directora executiva da <a href=\"https:\/\/www.abeguganda.com\">Action for Batwa Empowerment Group<\/a>, uma organiza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena dedicada ao empoderamento das comunidades Batwa no Uganda.<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"text\">\n<p>As comunidades Batwa no Uganda, Ruanda e RDC s\u00e3o exemplos claros dos efeitos devastadores da conserva\u00e7\u00e3o-fortaleza, o modelo colonial de preserva\u00e7\u00e3o da natureza assente na separa\u00e7\u00e3o vincada da natureza e dos seres humanos. Muitas vezes, a designa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas leva \u00e0 desloca\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de pessoas at\u00e9 a\u00ed respons\u00e1veis pela gest\u00e3o desse ecossistema &#8211; comunidades que prosperavam nesses mesmos lugares, e que deles dependiam para o seu sustento espiritual e f\u00edsico.<\/p>\n<p>Na floresta do Bwindi, em 1991, projetos de conserva\u00e7\u00e3o da vida selvagem empurraram as comunidades Batwa para as margens da sociedade ugandesa. Incapazes de navegar este novo meio social, os Batwa sofreram um aprofundamento da sua marginaliza\u00e7\u00e3o. Um cap\u00edtulo breve, abrupto e violento, com consequ\u00eancias devastadoras, na hist\u00f3ria de um povo que h\u00e1 mil\u00e9nios vivia e prosperava na floresta.<\/p>\n<p>As escassas estat\u00edsticas existentes sobre as comunidades Batwa no Uganda &#8211; nos dom\u00ednios da educa\u00e7\u00e3o, da sa\u00fade ou dos recursos financeiros &#8211; apontam para um n\u00edvel assombroso de marginaliza\u00e7\u00e3o social e econ\u00f3mica. De tal forma, que facilmente se tendem a esquecer dois aspectos fundamentais do que seria uma narrativa verdadeira sobre os Batwa: Em primeiro lugar, que este povo n\u00e3o s\u00f3 sobreviveu, como prosperou na floresta, atrav\u00e9s de um ancestral e profundo sistema de conhecimento dos recursos dispon\u00edveis na floresta, usados para construir abrigos, para a alimenta\u00e7\u00e3o e a medicina. Em segundo lugar, que a enorme marginaliza\u00e7\u00e3o destas comunidades foi sempre acompanhada pela extraordin\u00e1ria resili\u00eancia e pelo trabalho incans\u00e1vel dos indiv\u00edduos e organiza\u00e7\u00f5es Batwa que lutam para melhorar as suas vidas, reclamar os direitos do seu povo e proteger os seus conhecimentos, cultura e identidade.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, a Azimuth estabeleceu <a href=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/grants\/aimpo\/\">parcerias<\/a> com\u00a0<a href=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/pilares\/improve-the-health-and-menstrual-hygiene-of-indigenous-women-and-girls\/\">organiza\u00e7\u00f5es Batwa<\/a>, e essas experi\u00eancias demonstraram a enorme import\u00e2ncia de promover um reconhecimento e presen\u00e7a das vozes destas comunidades a n\u00edvel global. Ouvir os testemunhos de indiv\u00edduos Batwa leva a uma reflex\u00e3o profunda e essencial sobre a hist\u00f3ria do colonialismo na conserva\u00e7\u00e3o, sobre as estruturas e processos de coloniza\u00e7\u00e3o que ainda est\u00e3o em curso, e ainda sobre os efeitos devastadores que tiveram e continuam a ter. Mas, acima de tudo, leva-nos a hist\u00f3rias que falam do futuro, de como os Batwa est\u00e3o ultrapassar estes desafios e de como sonham prosperar apesar das enormes adversidades que enfrentam.<\/p>\n<p>Hoje, temos o privil\u00e9gio de conversar com Sylvia Kokunda. Sylvia, l\u00edder Batwa, \u00e9 a fundadora e directora executiva da <a href=\"https:\/\/www.abeguganda.com\">Action for Batwa Empowerment Group<\/a> (ABEG), uma organiza\u00e7\u00e3o ugandesa sem fins lucrativos que trabalha para fortalecer as comunidades Batwa. Depois de concluir uma licenciatura em Administra\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o P\u00fablica e um mestrado em Lideran\u00e7a e Gest\u00e3o Organizacional, Sylvia decidiu dedicar a sua vida a representar a sua comunidade em f\u00f3runs nacionais, regionais e internacionais de direitos humanos, onde se tem manifestado corajosamente contra as injusti\u00e7as inaceit\u00e1veis que os Batwa continuam a sofrer sob a tutela do governo do Uganda. Os projectos da ABEG procuram capacitar as comunidades Batwa nas \u00e1reas da luta pela defesa de diretos, da educa\u00e7\u00e3o, do desenvolvimento de compet\u00eancias, da presta\u00e7\u00e3o de cuidados de sa\u00fade, da agricultura comercial, do turismo e da investiga\u00e7\u00e3o, com o objectivo de transformar as suas vidas e cultura de forma hol\u00edstica e conducente a um futuro pr\u00f3spero. A Action for Batwa Empowerment Group tamb\u00e9m coopera com v\u00e1rias entidades nacionais e internacionais, tendo em vista o desenvolvimento de uma abordagem abrangente e de solu\u00e7\u00f5es capazes de responder aos desafios que os Batwa enfrentam.<\/p>\n<p><em data-redactor-tag=\"em\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">Veja a vers\u00e3o em v\u00eddeo, em baixo (legendas em portugu\u00eas dispon\u00edveis), ou fa\u00e7a scroll para ouvir a vers\u00e3o em <a class=\"\" title=\"\" href=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/stories\/connecting-the-dots-with-sylvia-kokunda\/#PODCAST\">podcast<\/a>, ou para ler a vers\u00e3o <a title=\"\" href=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/stories\/connecting-the-dots-with-sylvia-kokunda\/#PT\">escrita<\/a> (em portugu\u00eas).<\/span><\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"youtube\">\n<div class=\"youtube-embed video-embed-wrapper is-responsive\"><div class=\"video-container\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HkTzZprqsEw?feature=oembed\" width=\"100%\" height=\"407\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/div><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"rule\">\n<hr \/>\n<\/div>\n<div id=\"PODCAST\" class=\"ebd-block has-nested\" data-type=\"tabs\">\n<h3><a role=\"tab\" href=\"#firsttab015817057005866675\" data-bp-toggle=\"tab\">CONNECTING THE DOTS &#8211; PODCAST<\/a><\/h3>\n<div class=\"tab-content\" data-tabs-content=\"\">\n<div id=\"firsttab015817057005866675\" class=\"tab-pane active\">\n<div class=\"ebd-block is-nested \" data-type=\"text\">\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\">N\u00e3o vive sem os seus podcasts?<\/strong> Para n\u00e3o perder um epis\u00f3dio, subscreva o canal da Azimuth na Apple Podcasts ou no Spotify, <a class=\"\" title=\"\" href=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/insights.html\">aqui<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block is-nested \" data-type=\"html\"><iframe src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/22Bds1bfninxZryLqrpEjB\" width=\"100%\" height=\"232\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/div>\n<div class=\"ebd-block is-nested \" data-type=\"html\"><iframe style=\"width: 100%; max-width: 660px; overflow: hidden; border-radius: 10px;\" src=\"https:\/\/embed.podcasts.apple.com\/us\/podcast\/connecting-the-dots-with-sylvia-kokunda\/id1607307337?i=1000645457594\" height=\"175\" frameborder=\"0\" sandbox=\"allow-forms allow-popups allow-same-origin allow-scripts allow-storage-access-by-user-activation allow-top-navigation-by-user-activation\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" style=\"text-align: center;\" data-type=\"image\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"text\"><\/div>\n<div class=\"ebd-block \" style=\"text-align: center;\" data-type=\"image\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-caption\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"PT\" class=\"ebd-block \" data-type=\"rule\">\n<hr \/>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"text\">\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">VERS\u00c3O ESCRITA<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" style=\"text-align: center;\" data-type=\"image\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<div style=\"width: 1018px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%271008%27%20height%3D%27756%27%20viewBox%3D%270%200%201008%20756%27%3E%3Crect%20width%3D%271008%27%20height%3D%27756%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2024-01-12-at-11.31.25-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"1008\" height=\"756\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Action for Batwa Empowerment<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"text\">\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">MARIANA MARQUES (PRESIDENTE, AZIMUTH WORLD FOUNDATION)<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em data-redactor-tag=\"em\" data-verified=\"redactor\">Como ponto de partida para a nossa conversa de hoje, pedia-lhe que descrevesse nos seus pr\u00f3prios termos a comunidade Batwa de onde prov\u00e9m, falando-nos da sua cultura e hist\u00f3ria, bem como da marginaliza\u00e7\u00e3o a que a comunidade foi sujeita desde a expuls\u00e3o da floresta. Sabemos que \u00e9 uma pergunta muit\u00edssimo vasta, mas gost\u00e1vamos que partilhasse connosco uma vis\u00e3o geral, e que nos dissesse de que forma essa experi\u00eancia a levou a fundar a Action for Batwa Empowerment Group.<\/em><\/p>\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">SYLVIA KOKUNDA<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Sou da comunidade Batwa, que \u00e9 uma das comunidades Ind\u00edgenas do Uganda. Os Batwa s\u00e3o os habitantes originais da floresta. A nossa cultura, a nossa sobreviv\u00eancia, a nossa sustentabilidade, toda a nossa vida dependia da floresta. Em termos de alimenta\u00e7\u00e3o, abrigo, medicamentos e tamb\u00e9m de culto espiritual, tudo isso dependia da floresta.<\/p>\n<p>E em 1991, o Governo do Uganda declarou a floresta como uma \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o, com o objectivo de proteger os gorilas de montanha, uma esp\u00e9cie considerada em perigo de extin\u00e7\u00e3o. Os gorilas de montanha, que permaneceram na floresta, foram protegidos em detrimento dos seres humanos. E os Batwa foram deslocados \u00e0 for\u00e7a, sem consentimento livre, pr\u00e9vio e informado.<\/p>\n<p>Nunca nos foi apresentado um modo alternativo de vida, e tamb\u00e9m nos torn\u00e1mos ocupantes em terras alheias. Porque quando fomos expulsos, tivemos de ocupar as margens da floresta, encontrando biscates, ou trabalhando nas fazendas de outras pessoas para ganhar a vida e tamb\u00e9m para sobreviver. Come\u00e7\u00e1mos a sofrer, e continuamos a sofrer, uma marginaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, sociopol\u00edtica e ambiental.<\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da ABEG, da <a class=\"\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.abeguganda.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Action for Batwa Empowerment Group<\/a>, que procura empoderar o povo Batwa, amplificar as suas vozes e capacitar os Batwa para reclamarem os seus direitos. Porque n\u00e3o pod\u00edamos simplesmente manter este estado de coisas, sob o olhar do governo que nos expulsou da floresta e que nunca nos compensou, impedindo-nos de ter outro lugar onde possamos viver.<\/p>\n<p>Agora, atrav\u00e9s da ABEG, fortalecemos os Batwa, atrav\u00e9s da defesa dos seus direitos, da capacita\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, da investiga\u00e7\u00e3o e de muitas outras iniciativas. \u00c9 isso que faz a ABEG, enquanto uma das organiza\u00e7\u00f5es fundadas e dirigidas por indiv\u00edduos Batwa.<\/p>\n<p><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%271080%27%20height%3D%27720%27%20viewBox%3D%270%200%201080%20720%27%3E%3Crect%20width%3D%271080%27%20height%3D%27720%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2024-01-11-at-13.37.52.jpeg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" style=\"text-align: center;\" data-type=\"image\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<div style=\"width: 766px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27756%27%20height%3D%271008%27%20viewBox%3D%270%200%20756%201008%27%3E%3Crect%20width%3D%27756%27%20height%3D%271008%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2024-01-12-at-11.31.22-2.jpeg\" alt=\"\" width=\"756\" height=\"1008\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9ditos: Action for Batwa Empowerment Group<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"text\">\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">MARIANA MARQUES<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em data-redactor-tag=\"em\" data-verified=\"redactor\">Como \u00e9 que a sociedade ugandesa encara a hist\u00f3ria e a situa\u00e7\u00e3o atual dos Batwa e em que medida \u00e9 que as vozes dos Batwa moldam o discurso nacional sobre estas quest\u00f5es?<\/em><\/p>\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">SYLVIA KOKUNDA<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A sociedade ugandesa v\u00ea os Batwa como os mais pobres entre os pobres, como inferiores e ignorantes. Porque n\u00e3o ter terra, n\u00e3o ter acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ter acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade, entre outras coisas, torna-nos mais vulner\u00e1veis, o que tem mantido e aprofundado a nossa marginaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 preciso empenho e coragem para come\u00e7ar e construir algo. Para isso foi criada a Action for Batwa Empowerment Group, para poder amplificar as vozes dos Batwa e tamb\u00e9m para garantir que podemos estabelecer parcerias e fazer lobby junto do governo, para chegar at\u00e9 mesmo \u00e0 sociedade, garantindo que a voz da comunidade Batwa \u00e9 ouvida.<\/p>\n<p>No entanto, temos enfrentado desafios e oposi\u00e7\u00e3o por parte de organiza\u00e7\u00f5es que prestam os mesmos servi\u00e7os, e que afirmam que est\u00e3o a ajudar os Batwa. No entanto, a verdade \u00e9 que estas organiza\u00e7\u00f5es se est\u00e3o a aproveitar do povo Batwa.<\/p>\n<p>Enquanto organiza\u00e7\u00e3o fundada e liderada por indiv\u00edduos Batwa, a ABEG tem uma posi\u00e7\u00e3o \u00fanica, que nos impede de tirar partido das nossas comunidades. Quando se \u00e9 Batwa, ou quando se \u00e9 uma pessoa em sofrimento, quando se sente a dor na pele, compreendemos o que \u00e9 esse sofrimento, ou qu\u00e3o profunda \u00e9 essa dor.<\/p>\n<p><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%271080%27%20height%3D%27720%27%20viewBox%3D%270%200%201080%20720%27%3E%3Crect%20width%3D%271080%27%20height%3D%27720%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2024-01-11-at-13.37.51.jpeg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" style=\"text-align: center;\" data-type=\"image\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<div style=\"width: 577px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27567%27%20height%3D%271008%27%20viewBox%3D%270%200%20567%201008%27%3E%3Crect%20width%3D%27567%27%20height%3D%271008%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2024-01-12-at-11.31.27-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"1008\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9ditos: Action for Batwa Empowerment Group<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"text\">\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">MARIANA MARQUES<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em data-redactor-tag=\"em\" data-verified=\"redactor\">A conserva\u00e7\u00e3o-fortaleza contribuiu para o apagamento da hist\u00f3ria dos Batwa como um povo da floresta pr\u00f3spero. Podia falar-nos sobre a riqueza de conhecimentos e engenho que caracterizavam estas comunidades quando viviam na floresta?<\/em><\/p>\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">SYLVIA KOKUNDA<\/span><\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s, os Batwa, fomos os primeiros a possuir conhecimentos sobre conserva\u00e7\u00e3o.\u00a0Por exemplo, no que se refere \u00e0s colheitas. Como somos ca\u00e7adores e recolectores, n\u00e3o desenra\u00edzamos todas as plantas, nem derrubamos todas as \u00e1rvores. Colhemos apenas junto \u00e0s ra\u00edzes, quando removemos os alimentos. Depois, quando verficamos que os alimentos est\u00e3o a escassear no s\u00edtio onde estamos, mudamos para outro s\u00edtio, para permitir que alimentos voltem a crescer a\u00ed.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m possu\u00edmos conhecimentos sobre plantas medicinais, somos os nossos pr\u00f3prios m\u00e9dicos, enfermeiros e parteiras. Sab\u00edamos que cada planta tinha o seu pr\u00f3prio significado, sab\u00edamos que tipos eram perigosos ou prejudiciais para o nosso corpo, e quais as plantas medicinais \u00fateis para as nossas vidas.<\/p>\n<p>T\u00ednhamos uma cultura de cestaria, e na fabrica\u00e7\u00e3o dos nossos cestos ting\u00edamos a r\u00e1fia com diferentes folhas e ervas, oriundas de diferentes \u00e1rvores e plantas, para conseguirmos embelezar os nossos cestos com v\u00e1rias cores, cestos esses que us\u00e1vamos nas nossas habita\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m para armazenar alimentos, quando est\u00e1vamos na floresta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"lazyload aligncenter\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27756%27%20height%3D%271008%27%20viewBox%3D%270%200%20756%201008%27%3E%3Crect%20width%3D%27756%27%20height%3D%271008%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2024-01-12-at-11.31.11-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"756\" height=\"1008\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" style=\"text-align: center;\" data-type=\"image\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<div style=\"width: 766px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%27756%27%20height%3D%271008%27%20viewBox%3D%270%200%20756%201008%27%3E%3Crect%20width%3D%27756%27%20height%3D%271008%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2024-01-12-at-11.31.27.jpeg\" alt=\"\" width=\"756\" height=\"1008\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9ditos: Action for Batwa Empowerment Group<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"text\">\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">MARIANA MARQUES<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em data-redactor-tag=\"em\" data-verified=\"redactor\">Com a Minority Rights Group International e outros parceiros locais, implementou o projeto <a class=\"\" title=\"\" href=\"https:\/\/minorityrights.org\/programmes\/from-disparity-to-dignity-realizing-indigenous-minority-rights-in-development\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">&#8216;From Disparity to Dignity: Realising Indigenous and Minority Rights in Development.&#8217;<\/a> Este projeto estudou o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e aos servi\u00e7os de sa\u00fade no Uganda, por parte das comunidades Batwa e das pessoas com defici\u00eancia, tendo sido utilizado como base para uma sess\u00e3o de esclarecimento nacional sobre este tema. Pode falar-nos de algumas das principais conclus\u00f5es deste estudo? Quais os impactos do estudo no dom\u00ednio dos cuidados de sa\u00fade, ao n\u00edvel das pr\u00e1ticas, das pol\u00edticas ou da sensibiliza\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">SYLVIA KOKUNDA<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Realiz\u00e1mos com a MRG este inqu\u00e9rito sobre o acesso dos Batwa \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade.\u00a0E uma das nossas principais conclus\u00f5es foi que os Batwa n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade porque t\u00eam de percorrer dist\u00e2ncias longas.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m disso, ao n\u00edvel da educa\u00e7\u00e3o, os Batwa n\u00e3o t\u00eam comida para comer na escola. Tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam acesso a materiais educativos, como livros e uniformes. N\u00e3o se pode ir \u00e0 escola quando n\u00e3o se tem um uniforme ou quando s\u00f3 se tem roupa suja para vestir. E depois diz-se que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita. Nesta educa\u00e7\u00e3o supostamente universal, h\u00e1 coisas que se pagam, e que n\u00e3o est\u00e3o ao alcance dos Batwa.\u00a0Os estudantes Batwa s\u00e3o segregados pelos outros estudantes. N\u00e3o se querem sentar ao lado dos estudantes Batwa, por\u00a0causa da sujidade, porque cheiram mal. E isto faz com que as crian\u00e7as odeiem a escola e n\u00e3o voltem.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma no acesso \u00e0 sa\u00fade. H\u00e1 longas dist\u00e2ncias que t\u00eam de percorrer para aceder a esses servi\u00e7os. E h\u00e1 tamb\u00e9m desigualdade na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Continua a haver muita marginaliza\u00e7\u00e3o e os Batwa s\u00e3o atendidos em \u00faltimo lugar, depois dos outros membros da comunidade.<\/p>\n<p>Perante os resultados deste estudo, tent\u00e1mos envolver o governo, entidades relevantes, at\u00e9 mesmo os servi\u00e7os de sa\u00fade. Tamb\u00e9m particip\u00e1mos em programas de r\u00e1dio, para nos certificarmos de que havia uma maior sensibiliza\u00e7\u00e3o para o facto de os Batwa serem cidad\u00e3os do pa\u00eds, como quaisquer outros. Algumas coisas mudaram, pelo menos, mas n\u00e3o muitas. H\u00e1 pelo menos um dos hospitais, o <a class=\"\" title=\"\" href=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/pilares\/the-batwa-outreach-program\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bwindi Community Hospital<\/a> em Kanungu, onde temos uma equipa grande a prestar apoio \u00e0s povoa\u00e7\u00f5es Batwa.<\/p>\n<p>E nalgumas das escolas frequentadas por crian\u00e7as Batwa a marginaliza\u00e7\u00e3o tem diminu\u00eddo. J\u00e1 se come\u00e7am a enturmar com os colegas e h\u00e1 menos casos de ass\u00e9dio. No entanto, isto n\u00e3o reflecte as nossas esperan\u00e7as. N\u00f3s esperamos conseguir muito mais e melhor do que isto, queremos que os Batwa possam ter acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, que possam ter bolsas do governo, as bolsas que n\u00e3o t\u00eam tido devido \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m queremos conseguir seguros de sa\u00fade para o povo Batwa, porque era na floresta que obt\u00ednhamos as nossas plantas medicinais, e j\u00e1 n\u00e3o temos acesso nem \u00e0 floresta, nem \u00e0s plantas medicinais. E n\u00e3o temos dinheiro para pagar idas aos hospitais. \u00c9 por isso que pedimos ao governo que providencie seguros de sa\u00fade para a popula\u00e7\u00e3o Batwa.<\/p>\n<p><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%271000%27%20height%3D%27467%27%20viewBox%3D%270%200%201000%20467%27%3E%3Crect%20width%3D%271000%27%20height%3D%27467%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2024-01-12-at-11.23.32-2.jpeg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"467\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" style=\"text-align: center;\" data-type=\"image\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<div style=\"width: 1018px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%271008%27%20height%3D%27756%27%20viewBox%3D%270%200%201008%20756%27%3E%3Crect%20width%3D%271008%27%20height%3D%27756%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2024-01-12-at-11.31.11.jpeg\" alt=\"\" width=\"1008\" height=\"756\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9ditos: Action for Batwa Empowerment Group<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"text\">\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">MARIANA MARQUES<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em data-redactor-tag=\"em\" data-verified=\"redactor\">A Sylvia tamb\u00e9m faz parte da <a class=\"\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.landbodyecologies.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Land Body Ecologies<\/a>, uma rede transdisciplinar e grupo de investiga\u00e7\u00e3o global que explora as liga\u00e7\u00f5es profundas entre a sa\u00fade mental e a sa\u00fade dos ecossistemas. De que forma \u00e9 que este trabalho com investigadores de outras comunidades Ind\u00edgenas, que enfrentam desafios semelhantes, fortaleceu o seu trabalho local?<\/em><\/p>\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">SYLVIA KOKUNDA<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Penso que integrar a Land Body Ecologies me ajudou a estabelecer redes.\u00a0Conseguimos perceber que globalmente estas quest\u00f5es t\u00eam muita visibilidade. E isso tamb\u00e9m nos tem dado oportunidades de expor o nosso trabalho, por exemplo atrav\u00e9s da minha presen\u00e7a na COP28, a segunda COP em que participo. Isto permitiu-me partilhar experi\u00eancias, e tamb\u00e9m criou oportunidades de aprendizagem.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Land Body Ecologies ajudou-nos a produzir um dos primeiros artigos de investiga\u00e7\u00e3o conduzidos por indiv\u00edduos Batwa. At\u00e9 agora, muitos investigadores de fora vinham fazer trabalho sobre os Batwa. Mas n\u00f3s n\u00e3o faz\u00edamos parte da investiga\u00e7\u00e3o. E agora os Batwa participaram no trabalho de investiga\u00e7\u00e3o, puderam produzir o seu primeiro artigo de investiga\u00e7\u00e3o, e essa \u00e9 uma experi\u00eancia memor\u00e1vel para os Batwa, e memor\u00e1vel para a ABEG.<\/p>\n<p><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%271280%27%20height%3D%27713%27%20viewBox%3D%270%200%201280%20713%27%3E%3Crect%20width%3D%271280%27%20height%3D%27713%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_Screenshot-2024-01-23-at-16.23.26.png\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"713\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" style=\"text-align: center;\" data-type=\"image\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<div style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%271280%27%20height%3D%27717%27%20viewBox%3D%270%200%201280%20717%27%3E%3Crect%20width%3D%271280%27%20height%3D%27717%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_Screenshot-2024-01-23-at-16.23.34.png\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"717\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9ditos: Global Climate and Health Alliance<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"text\">\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">MARIANA MARQUES<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em data-redactor-tag=\"em\" data-verified=\"redactor\">Falando um pouco da <a class=\"\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.abeguganda.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Action for Batwa Empowerment Group<\/a>, quais foram alguns dos projectos mais relevantes que a organiza\u00e7\u00e3o implementou, e quais os seus resultados?<\/em><\/p>\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">SYLVIA KOKUNDA<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A nossa organiza\u00e7\u00e3o, a ABEG, procura principalmente defender os direitos dos Batwa no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, promover a sua capacita\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, e temos tentado erguer a nossa voz para defender os direitos do povo Batwa.\u00a0Al\u00e9m disso, temos o nosso trabalho de investiga\u00e7\u00e3o, que se est\u00e1 a tornar numa importante ferramenta de defesa dos direitos das comunidades Batwa.Tamb\u00e9m temos realizado muitas reuni\u00f5es com entidades relevantes, com o governo e outras partes interessadas, para que os Batwa sejam cidad\u00e3os valorizados no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m trabalhamos na \u00e1rea do treino de compet\u00eancias e do empreendedorismo, onde treinamos jovens mulheres Batwa em compet\u00eancias que as podem ajudar a ter rendimentos, e nesse sentido tamb\u00e9m lhes fornecemos capital de arranque. Porque nas comunidades onde vivemos, \u00e9 muito frequente que homens n\u00e3o-Batwa se aproveitem das jovens Batwa, que acabam por engravidar. E os pais dessas crian\u00e7as n\u00e3o assumem a responsabilidade pelos seus filhos. E constatamos que h\u00e1 muitas jovens que s\u00e3o m\u00e3es solteiras e que cuidam dos seus filhos sozinhas. \u00c9 por isso que as trein\u00e1mos, lhes demos compet\u00eancias e capital de arranque, para poderem come\u00e7ar as suas pequenas empresas, e para que consigam cuidar das suas fam\u00edlias e dos seus filhos.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m tent\u00e1mos conceder empr\u00e9stimos aos Batwa. Porque os Batwa n\u00e3o t\u00eam capacidade para ir aos bancos e obter empr\u00e9stimos para criar empresas. Tent\u00e1mos assegurar-lhes alguns empr\u00e9stimos, para que possam come\u00e7ar os seus pr\u00f3prios projectos e criar as suas empresas, de modo a conseguirem cuidar das suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>E a verdade \u00e9 que h\u00e1 entre os Batwa n\u00edveis elevados de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Este \u00e9 outro dos projectos que desenvolvemos, que tem como objectivo reduzir a viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n<p><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%271280%27%20height%3D%27960%27%20viewBox%3D%270%200%201280%20960%27%3E%3Crect%20width%3D%271280%27%20height%3D%27960%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2024-01-12-at-11.31.35.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"960\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" style=\"text-align: center;\" data-type=\"image\">\n<div class=\"eb-image style-clear\">\n<div class=\"eb-image-figure is-responsive\">\n<div style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img class=\"lazyload\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns%3D%27http%3A%2F%2Fwww.w3.org%2F2000%2Fsvg%27%20width%3D%271280%27%20height%3D%27960%27%20viewBox%3D%270%200%201280%20960%27%3E%3Crect%20width%3D%271280%27%20height%3D%27960%27%20fill-opacity%3D%220%22%2F%3E%3C%2Fsvg%3E\" data-orig-src=\"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/b2ap3_large_WhatsApp-Image-2024-01-12-at-11.31.33-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"960\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9ditos: Action for Batwa Empowerment Group<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"text\">\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">MARIANA MARQUES<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em data-redactor-tag=\"em\" data-verified=\"redactor\">E tendo em conta os desafios, h\u00e1 alguma possibilidade de os Batwa regressarem ao seu estilo de vida tradicional na floresta? Que vis\u00e3o tem para o futuro das comunidades Batwa no Uganda?<\/em><\/p>\n<p><strong data-redactor-tag=\"strong\" data-verified=\"redactor\"><span style=\"color: #e44a4a;\" data-redactor-tag=\"span\" data-verified=\"redactor\" data-redactor-style=\"color: #E44A4A\">SYLVIA KOKUNDA<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Eu vejo o sil\u00eancio do governo quanto \u00e0 possibilidade de nos devolver a floresta.\u00a0Mas\u00a0a minha vis\u00e3o, o meu objetivo, \u00e9 garantir que n\u00f3s, os Batwa, possamos voltar a ter acesso \u00e0 floresta, e que sejamos capazes de voltar a praticar a nossa cultura.<\/p>\n<p>Se a nossa cultura n\u00e3o \u00e9 praticada, vamos perder a nossa identidade cultural no futuro. Sobretudo a gera\u00e7\u00e3o mais jovem. Eles j\u00e1 n\u00e3o praticam a nossa cultura, e n\u00f3s n\u00e3o a podemos praticar quando n\u00e3o estamos na floresta, onde a maior parte das nossas coisas estavam, onde est\u00e1 todo o nosso conhecimento.<\/p>\n<p>Somos os primeiros conservacionistas da floresta e n\u00e3o h\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o sem os Povos Ind\u00edgenas, sem os Batwa. Somos guardi\u00f5es da floresta, sabemos como conserv\u00e1-la, e sabemos conserv\u00e1-la de modo a manter a nossa cultura como povo.<\/p>\n<\/div>\n<hr \/>\n<p>External Link<\/p>\n<div class=\"vlp-link-container vlp-layout-azimuth-2\"><a href=\"https:\/\/www.abeguganda.com\/\" class=\"vlp-link\" title=\"Official Website - Action for Batwa Empowerment Group (ABEG)\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\"><\/a><div class=\"vlp-layout-zone-main\"><h3 class=\"vlp-block-0 vlp-link-title\">Official Website - Action for Batwa Empowerment Group (ABEG)<\/h3><div class=\"vlp-block-1 vlp-link-summary\">https:\/\/www.abeguganda.com\/<\/div><div class=\"vlp-block-2 vlp-link-url\">https:\/\/www.abeguganda.com\/<\/div><\/div><\/div>\n<div class=\"vlp-link-container vlp-layout-azimuth-2\"><a href=\"https:\/\/www.landbodyecologies.com\/\" class=\"vlp-link\" title=\"Official Website - Land Body Ecologies\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\"><\/a><div class=\"vlp-layout-zone-main\"><h3 class=\"vlp-block-0 vlp-link-title\">Official Website - Land Body Ecologies<\/h3><div class=\"vlp-block-1 vlp-link-summary\">https:\/\/www.landbodyecologies.com\/<\/div><div class=\"vlp-block-2 vlp-link-url\">https:\/\/www.landbodyecologies.com\/<\/div><\/div><\/div>\n<div class=\"ebd-block \" data-type=\"rule\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma conversa com a fundadora e directora executiva da Action [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":2327,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[149],"tags":[],"class_list":["post-4820","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude-cura-tradicional-pt-pt-5"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4820"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4820\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2327"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/azimuthworldfoundation.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}