Organizações comunitárias

Reconhecemos que as comunidades conhecem melhor do que ninguém as suas necessidades e quais as soluções que melhor lhes respondem. Servimos os nossos parceiros com apoio institucional e com financiamento para projectos específicos, uma abordagem que ajuda a fortalecer a capacidade das organizações de trazer mudanças positivas e duradouras às suas comunidades e territórios. O nosso apoio assenta em financiamento flexível e plurianual que permite às organizações concentrarem-se na sua visão de longo prazo. O nosso compromisso baseia-se no diálogo sincero e na aprendizagem mútua, reconhecendo que uma parceria genuína requer tempo, confiança e respeito pela liderança indígena.
Trabalhamos apenas com organizações que chegam até nós através de referências, dos nossos ciclos abertos, ou da nossa rede. No entanto, não aceitamos nem revemos propostas não solicitadas.

Organizações comunitárias

Reconhecemos que as comunidades conhecem melhor do que ninguém as suas necessidades e quais as soluções que melhor lhes respondem. Servimos os nossos parceiros com apoio institucional e com financiamento para projectos específicos, uma abordagem que ajuda a fortalecer a capacidade das organizações de trazer mudanças positivas e duradouras às suas comunidades e territórios. O nosso apoio assenta em financiamento flexível e plurianual que permite às organizações concentrarem-se na sua visão de longo prazo. O nosso compromisso baseia-se no diálogo sincero e na aprendizagem mútua, reconhecendo que uma parceria genuína requer tempo, confiança e respeito pela liderança indígena.
Trabalhamos apenas com organizações que chegam até nós através de referências, dos nossos ciclos abertos, ou da nossa rede. Não aceitamos nem revemos propostas não solicitadas

Os Batwa são os habitantes originais das florestas equatoriais da região dos Grandes Lagos, em África. Como caçadores-recolectores que viveram em harmonia com o seu ambiente durante milénios, desenvolveram um conhecimento sofisticado dos ecossistemas florestais e mantiveram profundas ligações culturais e espirituais às suas terras ancestrais. No entanto, desde a década de 1960, a expropriação sistemática através de invasão, desflorestação e deslocação forçada e violenta para projectos de “conservação” devastou o seu modo de vida tradicional. Sem compensação ou alternativas, muitas comunidades Batwa vivem atualmente na pobreza extrema, e enfrentam discriminação, falta de acesso a serviços básicos e o risco de extinção cultural. Mesmo assim, por toda a região, as comunidades Batwa demonstram uma resiliência notável.

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Os Endorois são os guardiões ancestrais do Lago Bogoria e da Cordilheira de Siracho, no Quénia, há mais de meio milénio. Esta região tem enorme significado espiritual e cultural para a sua comunidade. A sua profunda ligação à terra e vastos sistemas de conhecimento têm sido vitais para preservar a biodiversidade e manter a harmonia durante gerações. No entanto, em 1973, os Endorois enfrentaram a expropriação forçada das suas terras ancestrais sem consulta ou consentimento para criar a Reserva Nacional do Lago Bogoria. Apesar de uma decisão histórica da Comissão Africana de 2010 que declarou a sua expulsão ilegal, a resposta da justiça continua a ser limitada. Esta deslocação, exacerbada pelos impactos das alterações climáticas, ameaça não só o seu bem-estar físico, mas todo o seu tecido cultural e identidade espiritual.

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A abordagem dos Krahô é um extraordinário exemplo do poder da autodeterminação indígena. A sua metodologia própria de monitoramento territorial está assente em princípios ancestrais, caminhar e observar o seu território. Mas é adaptada para enfrentar as ameaças contemporâneas, como a expansão do agronegócio. Desta forma, protegem uma das maiores áreas contínuas de Cerrado no planeta, ao mesmo tempo que fortalecem a continuidade cultural e a coesão comunitária.

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Os Kokama contam 19.052 pessoas no Brasil (SIASI/SESAI, 2020), principalmente ao longo do Rio Solimões, no Amazonas. Os Kambeba têm aproximadamente 1.500 pessoas no Brasil. Ambos os povos enfrentaram colonização, deslocações forçadas e pressões extractivistas que levaram muitos a suprimir temporariamente a sua identidade indígena. Desde os anos 80, ambos lideram um forte movimento de revitalização cultural e identitária, encorajado pelo reconhecimento dos direitos Indígenas na Constituição de 1988. Os Kambeba ganharam destaque na política regional através da sua capacidade de negociação com outros povos Indígenas, entidades governamentais e sociedade alargada. Como mestres pescadores e agricultores, mantêm economias tradicionais ao mesmo tempo que se adaptam às realidades contemporâneas. Os Kokama preservam práticas como o ajuri (trabalho colectivo) onde partilham pajuaru (bebida de mandioca fermentada), demonstrando laços comunitários duradouros. Ambos cultivam mandioca, inhame, cana-de-açúcar e árvores de fruto usando métodos tradicionais. Os seus territórios são cruciais para o equilíbrio ecológico do Alto Solimões. Contudo, as alterações climáticas trazem agora chuvas prolongadas e secas sem precedentes. A desflorestação aumenta os incêndios florestais, e o impacto é sentido directamente nas suas terras e práticas. Ambos os povos participam activamente em movimentos políticos para garantir direitos à terra, saúde e educação culturalmente adequada, mostrando uma resiliência incrível na preservação viva dos seus conhecimentos culturais e práticas apesar das pressões externas contínuas.

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Os Karipuna habitam um território indígena de 153.000 hectares em Rondônia, entre Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Durante o primeiro contacto nos anos 70, enfrentaram uma quase-extinção devido ao contacto com doenças para as quais não tinham desenvolvido imunidade, mas resistiram e têm vindo a mostrar-se incrivelmente resilientes na protecção do seu território e cultura. Os Karipuna mantêm uma ligação espiritual profunda com a floresta, vendo-a como uma mãe que devem proteger. O seu território alberga também grupos em isolamento voluntário, o que aumenta a responsabilidade do seu papel de guardiões florestais. As suas práticas tradicionais estão intrinsecamente ligadas à preservação florestal — dependem dos seus recursos para alimentação, medicina e actividades culturais. Os membros da comunidade praticam gestão sustentável de recursos, pedindo permissão antes de colher e levando apenas o que vão consumir. Isto reflecte o seu conhecimento profundo do equilíbrio ecológico e conhecimento tradicional. Contudo, o seu território enfrenta graves ameaças. O Território Indígena Karipuna está entre as terras indígenas mais desflorestadas do Brasil, com níveis de desflorestação em crescendo desde 2018. Quase um terço do território está ameaçado por invasões de madeireiros ilegais e grileiros, e as áreas circundantes foram devastadas para criação de gado. Apesar destas pressões, os Karipuna preservam a sua identidade de guardiões da floresta, de guardiões de uma herança cultural única, e de guardiões de um dos ecossistemas críticos da Amazónia através do seu conhecimento tradicional e defesa territorial activa.

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Os Cofán são uma comunidade indígena nativa das regiões da floresta amazónica do Equador e da Colômbia. Durante séculos, prosperaram em vastos territórios biodiversos, que mantêm através de uma profunda ligação à terra, guiados por conhecimento ecológico tradicional. Os Cofán têm uma língua única, A’ingae, que reflecte o seu património cultural e relação com as florestas. Os Cofán atribuem importância cultural à preservação da terra e dos sistemas hídricos. Os seus territórios incluem nascentes vitais que alimentam importantes afluentes do Amazonas, e têm impacto na biodiversidade de toda a região. No entanto, o modo de vida dos Cofán tem sido profundamente afetado pelas invasões de indústrias extractivas — especialmente mineração ilegal de ouro, exploração petrolífera e desflorestação. Estas actividades não só ameaçaram as suas terras como também introduziram poluentes tóxicos, como o mercúrio, em fontes de água cruciais para os Cofán e comunidades vizinhas. Apesar de terem conseguido o reconhecimento legal dos seus territórios, os Cofán continuam a enfrentar autonomia limitada sobre a gestão da sua terra, com as autoridades governamentais do Equador frequentemente a manter o controlo sobre áreas protegidas dentro do território Cofán. A resiliência dos Cofán é visível nos seus esforços activos para enfrentar estas ameaças, salvaguardar a sua cultura e proteger a biodiversidade.

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Cada uma destas iniciativas demonstra o poder das soluções lideradas pelas próprias comunidades: na Serra Nevada de Santa Marta, os Narakajmanta revelam a sofisticação dos seus sistemas ancestrais de gestão da água, essenciais para a adaptação às alterações climáticas. Em Lovongai, os doze clãs preservam conhecimentos insubstituíveis sobre a gestão integrada de territórios terrestres e marítimos através de um inovador trabalho de documentação. Na Amazónia equatoriana, patrulhas indígenas protegem mais de um milhão de hectares de floresta tropical, demonstrando a eficácia das estratégias tradicionais de defesa territorial. Em Bismarck e Cordova, comunidades revitalizam práticas milenares de saúde e alimentação e renovam o vínculo com saberes que sustentaram o bem-estar dos seus povos durante gerações. Em Kivu Norte, organizações de mulheres indígenas abordam desafios críticos de saúde e segurança, com a Focus Droits et Accès a promover a saúde e dignidade menstrual para mulheres e raparigas Batwa, e a APEDH a capacitar a comunidade Kumu com abordagens holísticas de combate à violência de género e promoção dos direitos sexuais e reprodutivos.

  • Cintura Verde da Ilha de Lovongai: Gestão Tradicional da Terra e do Mar Pelos 12 Clãs, Para os 12 Clãs, Papua Nova Guiné

    Ambiente & Territórios,Organizações Comunitárias,Outras Parcerias Lideradas pelas Comunidades,Parcerias,Pilares

    Cintura Verde da Ilha de Lovongai: Gestão Tradicional da Terra e do Mar Pelos 12 Clãs, Para os 12 Clãs, Papua Nova Guiné

    Bolsa para a criação de narrativas, baseadas em indícios, que reforcem as práticas tradicionais read more